sábado, 21 de novembro de 2009

URSULA MINOR "Laudanum" (2007)

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01 Westphalia (2:52)
02 Send City Down (4:13)
03 Sick Fuzz (6:31)
04 Two Past Weeks (3:09)
05 Laudanum (9:37)
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Referência: Banda de Glasgow, Reino Unido. Shoegaze, Noise, Space rock. Temos aqui um encontro entre MBV e Jesus and Mary Chain. O resultado é um turbilhão de distorções, ecos, guitarras e mais guitarras. Ep de estréia visceral, (ainda) perdido nos limbos do desconhecimento. Pois então conheça a força sônica de ScottCain (baixo), Ross Galloway (sintetizador e máquinas), Mark Millar (vocal), Ryan Murray (bateria) e Mark Russell (guitarra e sintetizador), mas prepara a cabeça. Excelente!

MY FIRST DAYS ON JUNK "Songs For Darla The Fake Girl" (2002)


01 Prescription For A Saint
02 Your World And The Way We Left It
03 Getting Through To Someone New
04 From A Parked Car
05 Raspberry Tea
06 Summer In The Rain
07 Tired From The Trip
08 How Do I Tell If You've Gone Too Far?
09 Forever
10 Vacation Head Revisited
11 Headfirst For The Good Guys
12 Missing Darla
13 Untitled
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Referências: Banda americana de Vermont. Aqui você encontrará um pouco de quase tudo: indie-rock, shoegaze, pop, folk. Um verdadeiro passeio que lhe deixará paralisado em alguns momentos: é o caso de “from a parked car”, “your world and the way we left”, “tired from the trip”. Também não esquecerá os ruídos do Jesus and Mary Chain em “missing darla”, com MBV rondando todo o processo de criação da banda. “Songs for darla the fake girl” foi gravado pela North of January/Dangerfive Records. Já lançaram o segundo trabalho: o imperdível “No order”. A banda é formada por uma penca de gente: Steve Williams, Colin Clary, Hannah Wall, Rob Koier, Brooke Dooley, Bobby Hackney, John Eckles, Marie Claire, Jason Routhier e Jedidiah Mayer. Excelente.

AN APRIL MARCH "Instruments Of Lust And Fury EP" (1995) & "Adagio EP" (1996)

"Instruments Of Lust And Fury" (1995)
01 Mandarin (3:54)
02 Clench (3:45)
03 Lava (4:00)
04 Fate (4:56)
05 Maiden Pinks (4:26)
06 Clench (Remix) (5:22)
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"Adagio" (1996)
01 We Were Never Attached (3:39)
02 Summers Gone (3:44)
03 Let Everyone Down (3:35)
04 My Reverie (I Can Feel) (4:07)
05 Of Leaves And Sweetness (5:00)
06 This Is... (16:28)
07 We Were Never Attached (Detached Mix) (4:44)
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Referências: Banda canadense de Toronto, Ontario. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. "(...) Desde já você tem que saber que o An April March é coisa finíssima, as referências por aqui ficam em Cocteau Twins , The Moon Seven Times e Slowdive, o som dos peruanos do Resplandor me lembra muito o An April March (...)". Essas foram as primeiras palavras sobre o excelente An April March quando a postagem dos dois primeiros discos da banda chegou aqui ("Impatiens",1993 e "Lessons In Vengeance", 1995). Agora chegou a vez dos dois magníficos EPs dos canadenses, "Instruments Of Lust And Fury" (1995) e "Adagio" (1996), ambos lançados pela Bedazzled Records. Audição obrigatória, mais um primor realizado por Chris Perry (guitarras/programações), Danella Hocevar (vocal) e companhia. Canções como 'Let Everyone Down', 'Of Leaves and Sweetness', 'Summer Gone', 'Mandarin' e 'Lava' só confirmam o selo de indispensável que acompanha os canadenses. Obrigatório.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

LUSH "Single Girl EP", "Ladykillers EP" & "500 (Shake Baby Shake) EP" (1996)

"Single Girl, (CD01)" (1996)
01 "Single Girl" – 2:36
02 "Tinkerbell" – 3:06
03 "Outside World" – 4:05
04 "Cul de Sac" – 3:39
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"Single Girl, (CD02)" (1996)
01 "Single Girl" – 2:36
02 "Pudding" – 3:56
03 "Demystification" – 3:39
04 "Shut Up" – 3:46
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"Single Girl, (7")" (1996)
01 "Single Girl" – 2:36
02 "Sweetie" – 2:39
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"Ladykillers, (CD01)" (1996)
01 "Ladykillers" – 3:14
02 "Matador" – 3:01
03 "Ex" – 3:14
04 "Dear Me" – 3:06
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"Ladykillers, (CD02)" (1996)
01 "Ladykillers" – 3:14
02 "Heavenly" – 2:53
03 "Carmen" – 3:19
04 "Plums and Oranges" – 6:19
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"Ladykillers, (7")" (1996)
01 "Ladykillers" – 3:14
02 "I Wanna Be Your Girlfriend" – 3:19
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"500 (Shake Baby Shake), (CD01)" (1996)
01 "500 (Shake Baby Shake)" – 3:22
02 "I Have the Moon" – 3:52
03 "Piledriver" – 3:07
04"Olympia" (Acoustic Version) – 3:16
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"500 (Shake Baby shake), (CD02)" (1996)
01 "500 (Shake Baby Shake)" – 3:22
02 "I'd Like to Walk Around in Your Mind" – 2:19
03 "Kiss Chase" (Acoustic Version) – 2:54
04 "Last Night" (Hexadecimal Dub Mix) – 6:31
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"500 (Shake Baby Shake), (7")" (1996)
01 "500 (Shake Baby Shake)" – 3:22
02 "I Have the Moon" – 3:52
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Download - Single Girl
Download - Ladykillers
Download - 500 (Shake Baby Shake)
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Referências: Banda inglesa (preferida) de Londres. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. Iniciei assim uma outra postagem sobre a banda (do magnífico "Split", 1994): "(...) Magníficos! Os vocais de Miki Berenyi são lindos e nos remetem imediatamente à Liz Fraser (Cocteau Twins). O som é um mistura de Dream-Pop, Shoegazer e Ambient (os vocais etéreos principalmente). Conheci o Lush naquela leva de bandas indie britânicas que surgiam aos montes no início dos anos 1990 (Ride, Curve, Teenage Fanclub, Charlatans, etc.) (...)". Miki Berenyi e Emma Anderson sempre foram prediletíssimas, a audição dos obrigatórios "Gala" (1990), "Spooky" (1992), "Split" (1994) e "Lovelife" (1996) é lição básica. Além de Cocteau Twins o Lush bebeu muito na fonte dos irmãos Reid. Mais pro fim de suas atividades, onde se concentra essa postagem, a banda flertou mais nitidamente com o Pop, nada que tire o brilho da banda ('Single Girl' figura entre as músicas mais legais da banda). O último disco de Miki e sua turma, "Lovelife" (1996), gerou três excelentes Singles (todos com três versões diferentes), além de um outro single promocional "Last Night" (apenas pras rádios). Delicie-se com as pérolas extraidas de "Lovelife". Obrigatório.

PICTURE CENTER "Our True Intent Is All For Your Delight" (2003) & "Dead EP" (1998)

"Our True Intent Is All For Your Delight" (2003)
01 Fireworks October 1990
02 For Youth And Valour
03 Thoughts On The Walk From Eastborne
04 FunCity
05 My Life At Last
06 Professional Cinderella
07 LP2
08 Time Heals All Wounds... But When?
09 Never Hated You More
10 The Sky At Night
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"Dead Ep" (1998)
01 Dead
02 Hope
03 Need
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Referências: O Picture Center já apareceu por aqui. Nesse segundo álbum, também lançado pela North American Recordings, a suavidade e a beleza continuam em um dreampop de primeira linha e texturas de shoegaze. Como dissemos: são canções “lindas, delicadas e perfeitas pra embalar qualquer ocasião, um primor”. Mark Dobson, Dominic Dobson, Mary Doyle, Alison Gabriel, Anne Gilpin, Sandrine Gouriou, Debbie Green e Miles Jackson fazem da melancolia a vontade de amar. “Funcity” e “professional cinderella” não deve escapar dos seus ouvidos. Também pela mesma gravadora, o single traz a lindíssima “Need”, realmente necessário! Aproveite essa raridade, apague a luz, mas esteja a dois. Obrigatório.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CANDYAUDIOLINE "Saved It For Torture Reference" (2004)


01 Sad Inside (3:48)
02 Waste My Time (4:03)
03 Light A Candle (3:02)
04 Discarded Toy (3:10)
05 Flaming Walls (4:27)
06 Don't Go Away (2:38)
07 An Empty You (5:58)
08 Better View (3:56)
09 My Silver Chair (3:54)
10 Wicked Glances (4:01)
11 For All I Care (2:41)
12 Something Wrong (3:57)
13 Nothing Much To Lose (3:36)
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Referências: Banda de Manila, Filipinas. Indie-Rock, Shoegazer. Depois da passagem dos conterrâneos do Sonnet LVIII, Taken By Cars, Apple Orchard e Moscow Olympics, chegou a vez do Candyaudioline (uma das bandas queridinhas do Amor Louco na atualidade) com seu ótimo "Saved It For Torture Reference", debut lançado de forma independente (antes em 2002 já tinham lançado o EP "Am Empty You"). As referências ficam em Ride, My Bloody Valentine, Pale Saints, Dinosaur Jr, Pia Fraus e Stereolab (cuja a canção 'Jenny Ondioline', do EP do mesmo nome de 1993, foi referência no nome dos filipinos). Apesar das referências Shoegazer o disco flerta com o Pop (ecos de Lush) o tempo inteiro, uma delícia sonora. Ecay (Vocais), Allan (Guitarra/Vocais), Dennis (Guitarra), Kel (Bateria) e Maggot (Baixo) formam a banda. O disco é repleto de canções bacanas, destacam-se 'An Empty You' (minha preferida), 'Sad Inside', 'Light A Candle', 'Wicked Glances' e 'Something Wrong' (outra preciosidade). O disco fecha com uma reverência aos mestres do MBV, a cover de 'Nothing Much To Lose'. Obscuro e obrigatório.

THE LUDVICO TREATMENT "Romanticism" (2007)


01 16:22 (5:00)
02 Affectations (4:28)
03 Everything, Fire and Notebooks (4:16)
04 Floral Landscapes for the Weak of Mind (5:11)
05 Olivia, My Love (3:55)
06 A Thousand Ambassadors (5:03)
07 ...and he is Trapped in Ever After (4:27)
08 Let Love Come In Through the Window (5:30)
09 (Everything.) (1:38)
10 11.22.63 (4:41)
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Referências: Banda canadense de Vancouver, British Columbia. Indie-Rock, Shoegazer. Ecos de Ride, Swervedriver, Spiritualized e My Bloody Valentine circulam por esse ótimo "Romanticism", debut dos canadenses do The Ludvico Treatment lançado de forma independente pela banda em 2007. O disco não tem o ritmo intenso em todas as suas faixas, músicas mais calmas (não menos especiais) recheiam a parte mais noise. Destacam-se por aqui as barulhentas (com certa dose melódica, mas noise) '16:22', 'Everything, Fire And Notebooks', 'Olivia, My Love' (prediletíssima), 'A Thousand Ambassadors', 'Let Love Come In Through...' e '11.22.63'. Formam a banda David Samuel Cotton (Guitarras/Vocais), Justin Wong (Baixo/Vocais), Rob Freeman (Bateria) e Alexander Kennard (Guitar, Vocais). Mais um excelente disco (que tem que ser ouvido) vindo de terras canadenses.

LILY OF THE VALLEY "My Secret Garden" (2009)


01 Prelude (2:32)
02 Slowmotion (5:10)
03 IOK-1 (4:41)
04 Train (5:10)
05 A Day On The Planet (4:31)
06 Aquarium (7:30)
07 Halation (4:05)
08 Soleil (4:45)
09 Sairuiu (4:18)
10 Letter (7:11)
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Referências: Banda Sendai, Japão. Shoegaze, experimental. Mais uma grata surpresa das terras asiáticas. Um encontro entre Mahogany, Cruyff In The Bedroom e Asobi Sekusu. Depois de terem participado da coletânea de shoegazer japonês "Total Feedback", Nozomi (vocal, teclado, programação) e Tsukasa (guitarras) trazem essa pérola recheada de texturas eletrônicas, vozes distantes e guitarras pesadas para você deitar e viajar. “Slowmotion”, “Train” e “Aquarium” são perfeitas. Não deixe de ouvir, disco lançado pela Happy Prince Records. Excelente álbum.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

BARNARD'S STAR "Barnard's Star EP" (1999)


01 Solarride (10:20)
02 Gulfstream (6:26)
03 Jupiter Spirals (10:25)
04 Arc Infinity (7:49)
05 Arc Infinite (10:09)
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Referências: Banda de Christchurch, Nova Zelândia. Noise e shoegaze à la MBV em perfeita harmonia. Sente-se e deixe o disco rolar, pois você será lançado em um turbilhão etéreo que dura cinco longas músicas, lançado pela Beat Atlas Records. Único registro completo, além de dois singles, entre idas e vindas de outros músicos a banda resolveu acabar em 2002. Formado por Marcus (guitarra e vocal), Nick (guitarra, vocal e samples) e Helen (baixo, sintetizador e vocal). “Jupiter Spirals” e “Arc Infinity” são prediletas. Audição obscura que não pode faltar.

HOLLOWPHONIC "Phonic 50mg" (1999)


01 Introphonic (5:00)
02 Sertraline (6:31)
03 Confusion (7:24)
04 Sapphire (4:27)
05 Sad to Feel (4:31)
06 Dream Sequence I (2:48)
07 All My Dreams (7:33)
08 Dream Sequence II (2:21)
09 Time Is All I Need (15:48)
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Referências: Referência: Banda de Ontário, Canadá. Formada por Brad Ketchen (voz e guitarra), John Henley (bateria), Calvin Hager (baixo) e Justin Grant (guitarra), que também toca no Fjord Rowboat. Essa banda passeia por muitas influências, mas este álbum é uma catarse fonética com reverberações em alta voltagem. Distorções, atmosferas e experimentações que te levam a flutuar em plena viagem. Além deste trabalho a banda tem um EP, “Majestic”. Apague a luz, tome seu “Phonic 50mg” e aumente o volume.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

BY NIGHT WITH SPEAR "Cipher EP" (2009) & "Fortune EP" (2009)

"Cipher EP" (2009)
01 Hearing Lights (3:15)
02 Suppose (2:50)
03 Unfolds (2:26)
04 Realize Something (4:05)
05 Where've You Been (2:49)
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"Fortune EP" (2009)
01 West Side Of Mars (2:58)
02 Seconds Explode (3:29)
03 Shot Through (3:05)
04 Raven (1:55)
05 Repetition (3:29)
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Referências: Banda de New York. Pós-punk anos 80, new wave, experimental, shoegaze. Ouvir “Fortune EP” é surpreendente, pois é uma maravilha atrás da outra, ainda mais na belíssima voz de Anaben. Completam a banda Brian McGibbon (guitarra), Stephen Sanchez (baixo) e James Fackino (bateria). O nome da banda foi inspirado em um filme experimental de Joseph Cornell, de 1979. “Seconds Explode”, “Shot Through” e “Repetition” farão sua cabeça. Lançado pela Self-Storage Recordings, a banda tem ainda um outro trabalho: “Cipher EP”, que você pode conferir também nessa postagem e verificar o quanto é fundamental, seguindo o mesmo fôlego de "Fortune EP". Não deixe de ouvir, pois é excelente!

THE NOVA SAINTS "The Draft EP" (2007)


01 The Draft (3:00)
02 Slow Down (4:48)
03 High Roller (3:22)
04 Far Out (Nick McCabe Remix) (5:42)

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Referências: Banda de Bristol/Hereford, Reino Unido. Punk, psicodélico. The Nova Saints tem sido aclamada no cenário musical inglês e promete fazer muito mais, como comprova esse ep lançado de maneira independente pela HR4 Records. Energia musical para não ficar parado é o que fazem Steve Waterhouse (guitarra, voz), John Banks (baixo), Matt Goddard (Keys), Dom Gallagher (guitarra) e Tom Chillcott (bateria). É colocar para rodar e pular.

JOY DIVISION "Unknown Pleasure" (1979) & "Closer" (1980)

"Unknown Pleasure", 1979
01 Disorder (3:36)
02 Day Of The Lords (4:43)
03 Candidate (3:00)
04 Insight (4:00)
05 New Dawn Fades (4:47)
06 She’s Lost Control (3:40)
07 Shadowplay (3:50)
08 Wilderness (2:35)
09 Interzone (2:10)
10 I Remember Nothing (6:00)
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"Closer", 1980
01 Atrocity Exhibition (6:06)
02 Isolation (2:53)
03 Passover (4:46)
04 Colony (3:55)
05 A Means To An End (4:07)
06 Heart And Soul (5:51)
07 Twenty Four Hours (4:26)
08 The Eternal (6:07)
09 Decades (6:10)
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Download 01
Download 02
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Referências: Banda inglesa de Manchester. Pós-punk com altas influências de Velvet Underground, Sex Pistols, David Bowie e Iggy Pop. A banda durou pouco (76 a 80), mas o suficiente para lançar dois grandes discos que fizeram a minha formação musical e influenciam gerações até hoje. “Unknown Pleasures” (1979) e “Closer” (1980), até hoje, não cansam os ouvidos mais atentos, não apenas pelas composições que flertam com tons eletrônicos, mas também pelas letras que marcam uma poesia obscura. Formados por Bernard Sumner (guitarra e teclado), Peter Hook (baixo), Stephen Morris (baterista) e o poeta Ian Curtis (vocal, letras). Músicas como “Disorder”, “Wilderness”, “She's Lost Control”, “Shadowplay”, "Atrocity Exhibition", "Heart and Soul" e "Isolation" não esgotam os discos. O mundo nunca mais será o mesmo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

GANG OF FOUR "Entertainment!" (1979)


01 Ether (3:48)
02 Natural's Not In It (3:04)
03 Not Great Men (3:03)
04 Damaged Goods (3:25)
05 Return To Gift (3:03)
06 Guns Before Butter (3:46)
07 I Found That Essence Rare (3:10)
08 Glass (2:28)
09 Contract (2:37)
10 At Home He's A Tourist (3:29)
11 5.45 (3:40)
12 Anthrax (4:20)
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Referências: Banda inglesa de Leeds. Punk, Pós-Punk, New Wave. Sem mais delongas vamos aos fatos. "Entertainment!" (debut da banda via EMI) é um de meus discos de cabeceira, um dos dicos mais urgentes que já ouvi, simplesmente perfeito. Sabe quando tudo se completa? Foi o que ocorreu aqui, conheci a banda depois de ler uma "Discotéca Básica" da revista Bizz (comprada num sebo qualquer), naquele exato momento tinha acabado de ler uma das minhas críticas preferidas até hoje feito a um disco (cortesia de Alex Antunes e Celso Pucci, que já estiveram aqui no Amor Louco com suas bandas: Akira S. e As Garotas Que Erraram e 3 Hombres). Segue uma parte dessas preciosidade: "(...)Se os membros do Clash eram os guerrilheiros urbanos do rock'n'roll, os da Gang of Four eram teóricos do movimento revolucionário", já dizia o Truser Press Record Guide, com acerto. Uma primeira leva do pós-punk britânico - que trouxe essas duas bandas e o PIL, entre outras - se atirava com a mesma fúria contra os fundamentos da sociedade burguesa, fossem eles destrutíveis ou não. Não eram. Mas isso só se soube depois... As marcas da artilharia ainda estão aí. Uma das mais eloqüentes é "Entertainment!", primeiro LP da Gang, que viria a ser chamado pelo Melody Maker de "guia jovem para sobrevivência em tempos de recessão(...) Um perfeito veículo para a visão (eminentemente marxista) da banda, a da "política em microcosmo" das relações humanas em uma sociedade capitalista: o casamento como posse, o trabalho alienado, a tortura como rotina (nas prisões políticas) e a rotina como tortura, lá e cá. Num lampejo de incorformismo: that's not entertainment!". Nossa! Dave Allen, Hugo Burnham, Andy Gill e Jon King já tinham aparecido por aqui com seu segundo disco, "Solid Gold" (WEA, 1981). Mas nada se iguala a 'Damaged Goods', 'I Found That Essence Rare' e '5.45' (meu primeiro e destruidor contato com a Gang). ESPETACULAR!!!

domingo, 15 de novembro de 2009

V/A "Half-Gifts: A Tribute To The Cocteau Twins" (2002)


1 Trance to the Sun "When Mama Was Moth" (5:28)
2 Translucia "Crushed" (4:06)
3 An April March "Pink Orange Red" (4:21)
4 Numeralia "Oomingmak" (4:00)
5 Sugar Hiccup "Sugar Hiccup" (4:24)
6 Bethany Curve "Ivo" (5:41)
7 Siddal "Watchlar" (4:44)
8 Subdew "Great Spangled Fritillary" (4:19)
9 Neil Impelluso "Ribbed and Veined" (4:25)
10 Halou "Half-Gifts" (4:20)
11 The Von Trapps "Need Fire" (5:41)
12 Pumalin "Cherry Coloured Funk" (3:59)
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Referências: Tributo em homenagem aos britânicos do Cocteau Twins organizado pela gravadora Dewdrops Records, de Pasadena na California. Os tributos sempre envolvem aquela questão de você não querer muito que seus clássicos (é como se a música fosse nossa) eternos sejam alterados, mas também envolvem surpresas, afinal como explicar o fato desse que escreve achar a versão de 'You Made Me Realise' do Amusement Parks On Fire (na coletânea "Never Lose That Feeling Vol.1") mais legal que a original do My Bloody Valentine? ou então preferir a versão de 'Lotta Love' onde o Dinosaur Jr. redefine o clássico de Neil Young (na coletânea "The Bridge - A Tribute To Neil Young")? Resumindo, é sempre bom conferir seus ídolos por eles ou por outros. No caso do Caocteau Twins de Elizabeth Fraser, Robin Guthrie e Simon Raymonde chega através de "Half-Gifts: A Tribute To The Cocteau Twins" (que já tinha sido comentada por aqui na postagem do An April March). A beleza e delicadeza está presente nas doze faixas, a começar pela magnífica 'When Mama Was Moth'. 'Pink Orange Red' com o An April March é de cortar os pulsos, já 'Ivo' com o Bethany Curve ganha ares de predileta. Pra ouvir e se surpreender. Ótimo.

sábado, 14 de novembro de 2009

LUNA "Slide" (1993)


01 Slide (4:22)
02 Indian Summer (5:46)
03 Ride Into The Sun (5:46)
04 That's What You Always Say (3:51)
05 Hey Sister (2:58)
06 Rollercoaster (4:18)
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Referências: Banda americana de New York City, New York. Indie-Rock, Dreampop. O Luna é espetacular e prediletíssimo. Lembro até hoje como conheci a banda, justamente por esses EP, mais precisamente com a fabulosa cover de 'Ride Into The Sun' do Velvet Underground. Isso era 1993 quando ouvindo o programa College Radio da finada Fluminense-FM eu me deparo com tal pepita, e olha que no momento (com apenas 16 anos) eu ainda não tinha referência de Galaxie 500 (e Velvet Underground era algo mítico que pairava no ar como uma lenda). Pois bem, o tempo resolveu todas essas informações e o Luna se tornou tão predileto quanto o Galaxie 500, ex-banda de Dean Wareham (líder de ambas). "Slide EP", lançado pela Elektra Records, saiu exatamente entre os dois primeiros discos da banda, "Lunapark" (1992) e "Bewitched" (1994). 'Slide' e 'Hey Sister' (aqui em versão demo) já tinham saído em "Lunapark", 'Rollercoastaer' era a inédita, sem contar as três exuberantes covers de Velvet Underground, Beat Happening e Dream Syndicate. Justin Harwood (Baixo) e Stanley Demeski (Bateria) completavam a banda nessa época (esse EP contou ainda com a participação do pessoal do Mercury Rev). OBRIGATÓRIO.

BARDO POND "Set And Setting" (1999)


01 "Walking Stick Man" (11:01)
02 "This Time (So Fucked)" (4:00)
03 "Datura" (8:02)
04 "Again" (6:33)
05 "Lull" (2:16)
06 "Cross Current" (6:36)
07 "Crawl Away" (9:26)
08 "#3" (1:14)
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Referências: Banda americana de Philadelphia, Pennsylvania. Indie-Rock, Noise, Space-Rock, Psicodelia. Meu primeiro contato (distante, sem muito envolvimento) com o som viajante/nervoso do Bardo Pond foi em uma coletânea da Matador, "What's Up Matador" (1997), com a ruidosa 'The Trail'. O primeiro contato (imediato) real veio com esse "Set And Setting", quarto disco da banda lançado pela Matador Records (com edição nacional via Trama). O início, com 'Walk Stick Man', já vem com uma desorientação que mescla Spacemen 3 e Sonic Youth, mais de 10 minutos de noise e hipnose cheio de alternâncias e com Isobel Sollenberger sussurrando em seu ouvido, simplesmente mágico. Daí pra frente é preparar-se para 'This Time', 'Datura', 'Again' (minha predileta) e outras, urgência e barulho. Completam a banda Michael Gibbons (Sintetizadores, Guitarra), John Gibbons (Guitarra, Feedback) e Clint Takeda (Baixo, Guitarra). Outros discos da banda, todos via Matador Records, como "Amanita" (1996), "Lapsed" (1997) e "Dilate" (2001) merecem audição imediata. Obrigatório.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PROLAPSE "The Italian Flag" (1997)


01 Slash/Oblique (4:55)
02 Deanshanger (4:18)
03 Cacophony No.A (5:06)
04 Killing The Bland (2:27)
05 I Hate The Clicking Man (5:15)
06 Autocade (4:40)
07 Tunguska (4:01)
08 Flat Velocity Curve (7:16)
09 Return Of Shoes (5:42)
10 A Day At Death Seaside (3:31)
11 Bruxelles (5:56)
12 Visa For Violet And Van (5:55)
13 Three Wooden Heads (10:05)
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Referências: Banda inglesa de Leicester. Indie-Rock, Art-Rock, Noise. É impossível falar dos anos 1990 (meus preferidos) sem falar de Prolapse. Qualquer listinha que exista pra desenhar esse período tem que contar com "The Italian Flag" do Prolapse, disco simplesmente E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R! É o segundo registro deles a pintar por aqui, antes o insano-urgente-necessário "Pointless Walks to Dismal Places" (1995), debut dos britânicos, deu o ar da graça. As referências de Krautrock e Pós-Punk continuam, além das influências de The Fall e PIL, mas nesse "The Italian Flag", terceiro disco da banda, lançado pela Radar Records, um ar mais melódico (entenda esse melódico no sentido "Prolapse" da coisa, ok?), os vocais de Linda Steelyar soam mais doces. Completam a banda Mick Derrick (vocais), David Jeffreys (guitarra), Patrick Marsden (guitarra), Mick Harrison (baixo), Tim Pattison (bateria) e Donald Ross Skinner (teclados). Canções como 'Autocade', 'I Hate The Clicking Man', 'Cacophony No.A', 'Slash/Oblique', 'Flat Velocity Curve' e 'Tunguska' funcionam como clássicos imediatos (na verdade o disco todo é perfeito, sem exagero). Arrisco a dizer que entra fácil em um TOP 20 dos anos 1990 (olha que isso não é pra qualquer um). Sem mais a dizer.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

JANUARY "Motion Sickness" (2002)


01 Paul O'Reilly (3:52)
02 Someone (5:12)
03 Signal Fire (4:24)
04 Caught (4:36)
05 Motion Sickness (5:09)
06 The Square Is Closing (1:33)
07 Sandwood (7:08)
08 Have You Seen A Horizon Lately (2:50)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Space-Rock, Shoegazer, Psicodelia, Melancolia. Depois de longo tempo o queridíssimo e obrigatório January reaparece aqui no Amor Louco (antes a banda já tinha pintado aqui com o classudo "I Heard Myself In You", de 2001, disco que você encontra em qualquer loja, e curioso sempre por míseros 10 ou 5 reais, saiu por aqui via Trama, e está sempre na listinha dos preferidos de sempre). "Motion Siskness" é o segundo registro da banda de Jonny Mathers, Jonny Wood, Sarah Peacock e Simon McLean, lançado pela Must Destroy Music. A sequência de 'Paul O'Reilly', 'Someone' e 'Signal Fire' (espetacular) já indicam que você está de cara com mais um clássico dos britânicos. As referências de Red House Painters, Mojave 3, Low, Luna, Mazzy Star e Neil Young continuam por aqui (pena que esse "Motion Sickness" também não ganhou edição nacional para ser achado aos quatro cantos). Ao final da audição você percebe uma coisa, "Motion Sickness" é tão bom quanto "I Heard Myself In You", o que faz do January uma banda necessária em suas audições, pra fechar ouça 'Motion Sickness' (a música). Sensacional.

SLOTH SCAMPER "Animal Experimentation" (2009)


01 Peacock (2:24)
02 Bird's Atlas (4:59)
03 Whack (7:06)
04 Goblin (7:09)
05 Bonju (6:01)
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Referências: Banda de Taipei, Taiwan. Indie-Rock, Shoegazer, Noise. Mais um bom disco vindo da Ásia, dessa vez dos lados chineses. Guitarras altas e texturas shoegazer dão as cartas nesse "Animal Experimentation", que funciona bem por ser curto. 'Peacock' abre o EP, um encontro de My Bloody Valentine, Lush e Luminous Orange, com ecos de Sonic Youth. Formam a banda, Chi (sintetizadores, violino, vocal), Jupo (baixo, vocal), Ai (guitarra, vocal) e Wingless (bateria). Em 'Bird's Atlas' a viagem sonora já começa a ficar mais turbulenta, um primor que combina vocais angelicais e guitarras noise, o mesmo ocorrendo em 'Whack', outra pérola. 'Goblin' e 'Bonju' completam esse EP que não afetará ao extremo seus ouvidos, mas aumentará a vontade de ouvir bem rápido o álbum cheio da banda. Bom registro.

WHITE COME COME "The Broken Bird EP" (1992)


01 Broken Bird (5:41)
02 Rise (5:59)
03 Sink (8:29)
04 Luv Lemon Lies (4:02)
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Referências: Banda japonesa de Tóquio. Indie-Rock, Shoegazer, Noise. As informações sobre o White Come Come são raras (quem souber mais coisas mande pra cá), a banda foi uma espécie de cometa a passar pela cena japonesa e deixar esse assombroso "The Broken Bird EP". O EP foi o segundo registro da banda, lançado pela Sugarfrost Records, ainda em 1992, porém antes de "The Broken Bird EP", a banda tinha lançado outro EP, "Skin EP" via ¡Por Supuesto! Records. Depois disso em 1994 participaram da coletânea "Birth Of The True", lançada pela Sugrafrost Records. Some as referências iniciais um ar "Madchester". 'Broken Bird', 'Rise', 'Skin' e 'Luv Lemon Lies' são clássicos obscuros. O som se aproxima de bandas como That Uncertain Feeling, Deardarkhead, Ask For Joy, The Belltower e outros. Obrigatório.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

NEW GHOST "Scarecrows Against Reason" (2009)


01. Broken Pieces (05:15 )
02. Television Skies (03:42)
03. Broadcast (03:58)
04. Gravity Causes Confusion (02:59)
05. Deep Freeze (04:06)
06. Sinking Feeling (03:22)
07. Tornado Song (02:50)
08. Here Come The Snakes (02:55)
09. High Wire (04:36)
10. Simplified (05:57)
11. Suspiria (04:11)
12. Closing Theme (05:23)
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Referências: Banda americana de Chicago, Illinois. Indie-Rock, Shoegazer. Sabe aquelas frases que chegam aos seus ouvidos com altíssima dose de urgência, tipo: "Tadeu, você tem que ouvir isso imediatamente!"?. Pois é, Miguel é campeão mundial nesse tipo de frase, só essa semana foram umas 5 vezes no mínimo, a mais empolgada delas com os americanos do New Ghost, completo a frase dizendo que esse disco é simplesmente espetacular (em apenas 2 audições), 'Broken Pieces' é pra ser ouvida duas vezes seguidas pra depois o disco rolar normalmente (além dela 'Deep Freeze' é um espanto de boa). "Scarecrows Against Reason" é o debut da banda, lançado pela Fake Label Recordings (a banda também chegou a lançar pela classuda Cloudberry Records um projeto paralelo chamado The Hour Hands, em 2006). O mais bacana é que tal pepita foi comprada no esquema "Casas Bahia", a banda deixa em aberto o valor a ser pago (Miguel arrebatou tal artefato pos míseros 5 dólares). O disco continua rodando e é impressionante a intensidade de músicas como 'Television Skies', 'Broadcast' e tantas outras, cortesia de Andrew Moir e Steve Pahl. Obrigatório e já presenta na listinha de 2009.

HERE KNOWS WHEN "Here Knows When" (2008)


01. Unfold (4:03)
02. City Wall (4:11)
03. Another Impasse (5:15)
04. Figoroscope (4:01)
05. Resonate (5:30)
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Referências: Banda de Sydney, Austrália. Indie-Rock, Pós-Punk, Shoegazer. Apesar do nome fazer referência a belíssima "To Here Knows When" do My Bloody Valentine, e você encontrar alguns ecos aqui e ali de Shoegazer (mais evidente no último EP da banda "Fall Back Fall", pelo menos na rápida audição de ontem), as maiores referências no som dos australianos do Here Knows When está no Pós-Punk britânico, em alguns momentos lembrando até Black Rebel Motorcycle Club (também influenciado pela mesma turma) e Deerhunter (sem tantas experimentações desses). Formam a banda Charlie Howard, Sam Miller e Garreth Reardon. Lançado pela HR Records, "Here Knows When" é o debut da banda, e de cara tem a ótima e pulsante 'Unfold'. Não tem nada de novo por aqui, mas é daqueles disquinhos que rola fácil, 'Another Impasse' e 'Figoroscope' são ótimas. Grande registro.

YOUNGTEAMMUSIC "Missnojesbande" (2006)


01 Your Love (3:08)
02 Lightgazer (3:12)
03 Traveling (5:03)
04 Death By Band (3:43)
05 Tender (2:13)
06 Tokyo (3:03)
07 Close (5:29)
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Referências: Banda de Stockholm, Suécia. Indie-Rock, Dreampop, Shoegazer. Um primor de disco, saiba de início. Canções hipnóticas, como 'Your Love' e 'Lightgazer', com ecos de Ride e My Bloody Valentine, se misturam com canções completamente doces, caso de 'Traveling' e 'Death by Band', um verdadeiro caleidoscópio sonoro, em 'Tender' as texturas Shoegazer voltam a determinar o caminho a ser trilhado, simplesmente espetacular, 'Tokyo' e 'Close' (fabulosa) completam esse disco, que quando você terminar de ouvir já será um de seus preferidos. Formam o combo sueco Fredrik Liljequist, Peter Eriksson, , Jesper Klein, Anna Järvinen e Johan Angantyr, que segundo os próprios têm como principais influências "The Brian Jonestown Massacre, My Bloody Valentine, Sonic Youth, Psych, Shoegaze". "Missnojesbande" é cortesia da Northern Star Records e não pode deixar de passar pelos seus ouvidos. Obrigatório.

DATA "Data" (2009)


01. Martian My Love (3:43)
02. Think More Dummer (4:57)
03. Living Under Pressure (4:58)
04. Pink Dreams (1:49)
05. New Protection (4:23)
06. Violet Square (4:37)
07. A Night Walk With B (8:42)
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Download
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Referências: Banda de Bordeaux, França. Indie-Rock, Noise, Eletrônica. Ótimo disco dos franceses do Data, que em alguns momentos lembram um Muse com mais urgência, 'Leaving Under Preasure' caminha exatamente nessa direção. Logo de cara Lise (Baixo), Thomas (Guitar/Vocais) e Bertrand (Bateria) são responsáveis pela desorientação de 'Martian My Love', botões eletrônicos e guitarras altas se misturando numa única sinfonia. Lise, Thomas e Bertrand são responsáveis por tudo aqui, desde músicas, passando por produção e gravação de forma independente. As influências além de Muse circulam por The Kills, Radiohead e Primal Scream, com uma dose maior de barulho. 'Think More Drummer' é o supra-sumo do disco, melódica e desesperada, 'Violet Square' também é legal, cheia de afetações de Radiohead. Ótimo disco.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

OTHERS "1st EP" (2008)


01. Intro (4:45)
02. Fire For Freedom (5:19)
03. I Live At The Messy World (7:41)
04. Tokyo Hot (6:13)
05. When The Angel Is Crying (7:39)
06. If There's No Tomorrow (17:58)
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Referências: Banda de Surabaya, Indonésia. Post-Rock, Experimental. Hoje esse disco do Others rolou aqui e funcionou exatamente como esperava, um bálsamo, tipo quando você coloca um disco do Spiritualized e sabe que momentos "flutuantes" virão. Post-Rock de primeiríssima, o que já é tradição na escola asiática, referências dos prediletos de sempre, Mogwai, Explosion In The Sky, Gods In An Astronaut, Godspeed You Black Emperor. 'Fire For Freedom' (com guitarras mais agudas), 'I Live At The Messy World' e 'Tpkyo Hot' são literalmente perfeitas, além de 'Intro' ser um belíssimo cartão de visitas. O fim, por conta de 'If There's No tomorrow' é épico e assombroso, sinfonia cíclica e mórbida dá ponto final ao primeiro registro dos Others Erwin (Guitarra), Gerdi (Guitarra), Anton (Baixo) e Hendro (Bateria). Aos amantes de Post-Rock mais um prato cheio. Ótimo.

SIDEWAYTOWN "Years In The Wall" (2007)


01. Sorry For The Bad View (3:46)
02. Paper Walls (4:06)
03. Asylum F22.0 (4:16)
04. Put Your Sun In The Corner (4:48)
05. Beautiful Accident (4:43)
06. Lightseconds (4:40)
07. Empty Station (3:33)
08. Don’t Visit a Dying Bastard (5:12)
09. Outpatient: Voice (5:24)
10. The Fine Print (3:08)
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Referências: Banda de Berlim, Alemanha. Indie-Rock, Shoegazer, Experimental. O início desse disco do Sidewaytown é espetacular, mais precisamente 'Sorry For The Bad View', 'Paper Walls' e 'Asylum F22.0', não que a melancolia de 'Put Your Sun In The Corner' seja menos necessária, mas a atmosfera criada no início é superior. "Years In The Wall" é o debut dos alemães, lançado pelo selo alemão Viva Hate Records. Formam a banda, altamente influenciada por The Cure, Ride, Sigur Rós e Mogwai, Markus B. (vocais, guitarras), Ulf Theodor (bateria) e Fabian (baixo). 'Lightseconds' é outra canção necessária, parece sair de um dos primeiros discos do Ride, a impressão que fica é que a qualquer momento Mark Gardener vai se fazer presente, apesar de Markus segurar perfeitamente a onda. Belíssimo registro e cheio de influências necessárias, não deixe de ouvir também 'Empty Station'. Ótimo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

AIR "Moon Safari" (1998)


01 "La Femme d'Argent" – 7:10
02 "Sexy Boy" – 4:57
03 "All I Need" – 4:28
04 "Kelly Watch the Stars!" – 3:44
05 "Talisman" – 4:16
06 "Remember" – 2:34
07 "You Make It Easy" – 4:00
08 "Ce Matin-Là" – 3:38
09 "New Star in the Sky" – 5:38
10 "Le Voyage de Pénélope" – 3:10
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Referências: Banda de Versailles, França. Eletrônico, Ambient. Onde estão as guitarras? Não tem guitarra!!! (claro que rola guitarra na produção, é só uma forma de falar). E o melhor, não fazem a menor falta nesse exuberante disco do Air, quando ouvi "Moon Safari" pela primeira vez fiquei apaixonado, era o disco perfeito pra diversos momentos, poderia enumerá-los mas perderia a conta, por isso ficamos com os adjetivos. O início com 'La Femme d'Argent' é impactante, sabe aquele clima 'noir' francês? Pois é, puro charme, beleza e sofisticação (além de super sexy), com ecos de Stereolab e Serge Gainsbourg. 'Sexy Boy' é perfeita, hit certeiro. Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel formam a dupla francesa, que nesse disco ainda nos brindam com 'All I Need', 'Kelly Watch The Stars!', 'You Make It Easy' e a perfeita 'Ce Matin-Là'. Air é definitivamente a melhor forma de desligar os amplificadores. Os franceses tem pelo menos mais dois discos obrigatórios, "10,000 Hz Legend" (2001) e "Talkie Walkie" (2004). Suave e obrigatório.

ENGINEERS "Self Titled" (2004)


01 Home (4:07)
02 Waved On (5:21)
03 New Horizons (4:54)
04 Forgiveness (3:39)
05 Let's Just Set (4:21)
06 Come In Out Of The Rain (4:04)
07 Peter Street (1:22)
08 Said And Done (4:49)
09 Thrasher (3:52)
10 How Do You Say Goodbye? (5:19)
11 One In Seven (7:43)
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Downlaod
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Shoegazer, Post-Rock, Experimental. Esse primeiro disco do Engineers chegou aos meus ouvidos na época de seu lançamento, confesso que não rolou química com a banda, o que acabou deixando esse disco no "limbo" da minha estante por anos, somente esse ano rolou nova chance, em função de uma audição recomendada do segundo disco da banda, o bacana "Three Fact Fader" (2009). Nada melhor que um dia após o outro, "Enginners", debut da banda lançado pela Echo Records, rodou como um disco necessário, cheio de ecos de Spiritualized, Cocteau Twins e Doves. Simon Phipps, Mark Peters, Dan MacBean e Sweeney formam a banda responsável pelas obrigatórias 'Said And Done', 'Forgiveness', 'Home' e 'Waved On'. Completa a discografia da banda o EP "Folly" de 2004. Bom disco, mea culpa!

THE PRIDS "Duracraft EP" (2000)/"Glide, Screamer" (2002)/"Something Difficult" (2007)

"Duracraft EP" (2000)
1 Lienzencages (4:41)
2 Memoryeyes (6:39)
3 Fades In Time (2:29)
4 Duracraft (4:47)
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"Glide, Screamer EP" (2002)
1 Glide, Screamer (5:08)
2 Human Astronomy (2:20)
3 Persona Solara (4-Track Version) (4:10)
4 Duracraft Live (6:45)
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" Something Difficult EP" (2007)
1 Something Difficult (3:54)
2 One Thousand Five (2:56)
3 Molest The Outer Heart (2:00)
4 Motor Away (2:09)
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Download
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Referências: Banda americana de Portland, Oregon. Indie-Rock, Shoegazer, Pós-Punk. Paro por aqui, o resto das palavras ficam por conta do Renato, em postagem publicada no badaladíssimo The Blog That Celebrates Itself, sente o drama: "(...) o fato é que os caras são A BANDA, saca baixo e bateria cíclicos, sessão rítmica perfeita, pesada, rápida, dando base para um som dark, mas sem ser gótico, shoegazer mas sem ser etéreo, guitar mas sem ser assoviável, denso, caótico e suicida, escute a versão massacre sonoro a´la Joy Division de 'Duracraft' contida no EP "Glide, Screamer" de 2002 e eu te desafio a ficar imune ao clima da música, neste mesmo ep constam a assombrosa 'Glide, Screamer', o karma musical 'Human Astronomy' e a new waver 'Persona Solara'. Dando sequência o EP "Duracraft", início da trajetoria dos caras, os momentos mais shoegazers estam nessa pérola, 'Lienzencages' traz Spacemen 3 e NEU! automaticamente para festa comum tempo moderno, o clima em 'Memoreyes' muda caustrofobicamente para um dark wave funebre cheio de berros, inapropriado para indie kids de plantão o clima não muda lá muito na murder ballad a´la Bauhaus/Nick Cave com 'Fades in Time', mas é em 'Duracraft' que o potencial do The Prids vem a tona, um darkgazer em potencial nú e crú, estilhaçando fantasmas de Curtis, De Freitas confrontando-os com os mitos atuais, 'Duracraft' é brutalmente obrigatoria. Pr' fechar a discografia de EPs destes, o mais recente e último lançamento dos caras "Something Difficult", é perpectivel a maturidade e a lapidação da sonoridade neste EP (...)" Sem mais palavras, e olha que isso foi uma postagem-homenagem ao Amor Louco, por isso a adoração ao The Blog That Celebrates Itself. Ouça também os dois discos da banda, já postados aqui.